A Revista da ABPN é um periódico de acesso livre e gratuito, publicado com periodicidade trimensal pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as), em versão eletrônica, disponível em: http://abpnrevista.org.br/revista. Seu principal objetivo é dar visibilidade às discussões sobre relações raciais a partir da produção de pesquisadores(as) e intelectuais negros(as), bem como de outros(as) comprometidos(as) com a promoção da equidade racial e a produção de conhecimento sobre África e diásporas africanas, em escalas nacional e internacional. Tem como público-alvo pesquisadores(as) e comunidade acadêmica em geral,  membros de organizações e instituições que trabalham com a questão racial, pessoas interessadas no debate sobre as relações raciais.

Revista da ABPN | Outubro 2021 | CADERNO TEMÁTICO: O LEGADO DAS AÇÕES AFIRMATIVAS – TRAJETÓRIAS DE (RE)EXISTÊNCIAS NEGRAS

v. 13 n. Ed. Especi (2021)

Bem-vindas(os) leitores(as) da nossa Revista da ABPN!

Bem-vindas(os) ao Caderno Temático “O Legado das Ações Afirmativas – trajetórias de (re)existências negras”. Esta publicação resulta da contribuição crítica e criativa de cada autor(a) que se dispôs a compartilhar trajetórias de (re) existências negras como um legado das ações afirmativas. Esse é um legado compartilhado por jovens negros(as), mulheres negras, quilombolas e professores(as), especialmente das nossas universidades públicas e institutos federais. Isso evidencia a potencialidade desses espaços e de quem os compõe. Assim, cada escrita fala um pouco também de cada um(a)  de nós que se vê nessas trajetórias coletivas de vida.

Essas trajetórias coletivas de vida são assim chamadas porque não se enquadram em visões meritocráticas e individualistas, mas se pautam no coletivo e na perspectiva de sujeitos que se constroem e se reconhecem nos processos de conquistas de direitos com e para os seus pares. É assim que se transmite um legado de existência, de vida digna e que honra aqueles(as) que vieram antes e abriram os caminhos para que sonhos se tornassem projetos e projetos se tornassem realidades vividas. Por essa razão damos as boas-vindas ao Caderno Temático “O Legado das Ações Afirmativas: trajetórias de (re)existências negras”, o qual passa a se inserir no legado da nossa Revista da ABPN.

O processo de elaboração do nosso Caderno Temático contou, além dos autores e autoras que compartilham conosco suas trajetórias de protagonismo, com o compromisso e dedicação das pessoas que trabalharam na organização dos textos que serão lidos aqui. Essa tarefa foi desempenhada por Ana Luisa Alves Cordeiro (UFMT); Julvan Moreira de Oliveira (UFJF) e Maria da Conceição Reis (UFPE).

A organização do dossiê se propôs a selecionar “artigos e relatos de experiência que reflitam sobre a política de ações afirmativas, com destaque para as cotas raciais, de modo que registrem o legado das ações de reparação e promoção da igualdade racial, suas implicações nas trajetórias de vida da população negra que é afetada cotidianamente por experiências históricas de racismo, pobreza, opressões, violências e discriminações em suas variadas intersecções, sendo que o acesso à universidade por meio das cotas pode se constituir como uma estratégia de enfrentamento às desigualdades que o racismo, em intersecção com outras discriminações, opera em suas vidas e na de suas famílias.”

Dentro dessa proposta abraçamos nossa capacidade de (re) existências.  Estamos cientes do que se passa no contexto sociopolítico e, por isso permanecemos atentos, fortes e organizados em nossos colegiados de cursos, NEABIS - Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas, coletivos estudantis negros e, sem dúvida, na nossa ABPN – Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as).

Nessa perspectiva, reunimos aqui oito (08) escritas entre artigos e relatos de experiência que espelham o legado das ações afirmativas. Nessa dinâmica também são inspiradoras para que continuemos a lutar pela defesa e garantia das ações afirmativas como um direito. Lembrando que esse direito foi historicamente negado a grupos subalternizados socialmente, mas que permanece no horizonte das conquistas possíveis e bem-vindas a nossa geração e as que virão depois, pois são frutos da luta antirracista protagonizada por sujeitos e organizações do movimento negro brasileiro.

Nesse viés dialógico, ressaltemos o papel fundamental de parceiros e parceiras que ajudaram a viabilizar essa publicação:  pareceristas, tradutores/as, editores/as, secretaria, Conselho Editorial, Conselho Consultivo e Diretoria da ABPN.

 

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