The Journal of ABPN is a free and open-access journal, published quarterly by the Black Brazilian Researchers Association, in an electronic version, available at: http://abpnrevista.org.br/revista. Its main objective is to give visibility to discussions on race relations from the production of black researchers and intellectuals, as well as from others committed to promoting racial equity and knowledge about Africa and African Diasporas, nationally and internationally. It has as a target audience researchers and the academic community in general, members of organizations and institutions working on racial issues, people interested in the debate about race relations.

Revista da ABPN - Preenchimento obrigatório do ORCID

2020-09-29

Prezad@s autor@s, leitor@s, pareceristas e comunidade em geral,

Informamos que a partir de Agosto de 2020, tod@s aos autores que submeterem manuscritos para a Revista da ABPN deverão informar/preencher o ORCID.

Esse preenchimento é OBRIGATÓRIO, pois almejamos melhores métricas e novos indexadores para nossa Revista.

Caso ainda não possui o ORCID clique aqui

 

Contamos com a compreensão de tod@s!

Equipe Editorial da Revista da ABPN.

Revista da ABPN - Indexada ao DOAJ

2020-08-09

 

A Equipe Editorial da Revista da ABPN (Biênio 2019-2020) está trabalhando e angariando ações para qualificação de nosso periódico, a partir da atualização de seu quadro colaborativo e consultivo; atualização das normas de publicação; e solicitações de indexação de modo a progredir a avaliação junto a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), assumindo uma nova política de publicação com foco discussões sobre relações raciais a partir da produção de pesquisadores/as e intelectuais negros/as, bem como de outros/as comprometidos/as com a promoção da equidade racial e a produção de conhecimento sobre África e diásporas africanas, em escalas nacional e internacional.

Objetivando sua ampliação e alcance, lembramos também que a Revista da ABPN alterou sua periodicidade quadrimestral para trimensal, passando a publicar quatro (4) edições anuais, somada aos seus números especiais, formada pelos Cadernos Temáticos, que configuraram um marco positivo do periódico em 2018.

A Revista da ABPN recebe artigos em fluxo contínuo, sinta-se convidado/a a submeter um manuscrito (artigo, ensaio, biografia, entrevista e resenha) a qualquer tempo!

Atenciosamente
Equipe Editorial

Vol. 18 No. 46 (2026): Dossiê temático - INTERSECCIONALIDADE(S), OPRESSÃO EPISTÊMICA E RESISTÊNCIA: ENFOCANDO AS LENTES PARA A IGUALDADE E A JUSTIÇA SOCIAL A PARTIR DE PATRICIA HILL COLLINS

Abrimos este Dossiê temático como quem ergue uma voz ancestral para desafiar silenciamentos e reescrever a história. O poema de Maya Angelou,  Still I Rise, que inicia este volume, não apenas inspira, mas encarna os princípios que sustentam este conjunto de reflexões: a denúncia das violências estruturais de raça, gênero e classe; a valorização da experiência vivida como conhecimento legítimo; e a afirmação da resistência como prática cotidiana e coletiva. Nos versos de Angelou, a interseccionalidade aparece como insubmissão. Quando pergunta “Does my sassiness upset you?” ou afirma “I am the dream and the hope of the slave”, a poeta mobiliza linguagem, corpo, memória e denúncia para construir uma ética de recusa à dor naturalizada, ao apagamento histórico, à marginalização epistêmica. Sua poética incorpora também o desejo, o riso e a esperança como dimensões da vida que não estão dissociadas da luta política. A presença negra e feminina, nesse texto, é um levante contra os discursos hegemônicos e uma convocação à reexistência. Não por acaso, Patricia Hill Collins, cuja obra ancora teoricamente este dossiê, dedica atenção especial a Maya Angelou em seu livro Pensamento Feminista Negro. Collins reconhece a importância da autobiografia I Know Why the Caged Bird Sings como exemplo paradigmático de uma epistemologia baseada na experiência vivida. Angelou relata, com profundidade e coragem, sua trajetória marcada pelo estupro na infância, pela vivência do colorismo e pela interiorização de padrões estéticos racistas. Ao mesmo tempo, exalta o papel das mulheres negras mais velhas, mães, avós e mentoras, como guardiãs e transmissoras de saberes essenciais à sobrevivência e à dignidade. A escrita de Angelou, como destaca Collins, não apenas testemunha a violência racial e sexual, mas também a transforma em potência coletiva de resistência. Sua voz representa um modo radical de dizer o indizível, inscrevendo-se em uma tradição intelectual negra que reivindica dignidade, justiça e liberdade. Agradecemos imensamente a todas as autores e autores que contribuíram para esta importante reflexão acerca da necessidade de refundação do conhecimento a partir da perspectiva interseccional. Boa leitura a tod@s!  

Este Dossiê foi organizado pelo Professor Kleber Aparecido da Silva (Unb e CNPq) e pela Professora Bruna Carolini Barbosa, da Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Published: 2026-07-08

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