MULHERES NEGRAS DE TERREIRO E A CONTRIBUIÇÃO DE UMA PERSPECTIVA INTERSECCIONAL PARA A JUSTIÇA SOCIAL

Conteúdo do artigo principal

Denise Maria Botelho
Elisa Duarte Nascimento
Carina Jéssica de Souza

Resumo

O presente artigo é elaborado por três mulheres negras que atuam como pesquisadoras e são praticantes de religiões de terreiros. Abordaremos aqui a realidade das mulheres negras no Brasil a partir das obras de González (1984) e Carneiro (2019). Em seguida, direcionaremos nossa atenção para as experiências das mulheres que cultuam religiões de matrizes africanas, com referências a Botelho e Nascimento (2011) e Botelho e Stlader (2013). Por fim, o texto reflete sobre os ensinamentos transmitidos por essas mulheres, utilizando a teoria crítica interseccional (Collins e Bilge 2021; Collins, 2021; 2022) e o conceito de pedagogia ancestral (Machado, 2023), ressaltando sua importância para meninas e mulheres negras, movimentos sociais, academia e sociedade em geral.


 

Detalhes do artigo

Como Citar
Botelho, D. M., Duarte Nascimento, E., & de Souza, C. J. (2026). MULHERES NEGRAS DE TERREIRO E A CONTRIBUIÇÃO DE UMA PERSPECTIVA INTERSECCIONAL PARA A JUSTIÇA SOCIAL . Revista Da Associação Brasileira De Pesquisadores As Negros As (ABPN), 18(46), 378–398. https://doi.org/10.31418/revistaabpn.v18i46.1740
Seção
SEÇÃO IV - Resistência, Cultura, Práxis e Emancipação
Biografia do Autor

Denise Maria Botelho, Universidade Federal Rural de Pernambuco/ Fundação Joaquim Nabuco

Doutora em Educação. Atua na área de educação e relações étnico-raciais, com ênfase em interseccionalidades de raça e gênero. Desenvolve pesquisas em educação intercultural e religiões de matrizes africanas e afro-indígenas e feminismo interseccional. Professora Associada do Departamento de Educação (DED) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Docente Orientadora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Culturas e Identidades  (PPGECI-UFRPE/FUNDAJ)  nas  linhas  de  pesquisas  1-Movimentos  Sociais,  Práticas  Educativo-Culturais e Identidades e 3 -Políticas, Programas e Gestão de Processos Educacionais e Culturais. Líder do Grupo de  Estudos  e  Pesquisas  em  Educação,  Raça,  Gênero  e  Sexualidades  "Audre  Lorde"  (Geperges  Audre  Lorde). Membro do Coletivo de Acadêmicas Negras Luiza Bairros (CAN Luiza Bairros).Pós-Doutoramento em Educação no Departamento de Educação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sob a supervisão do Prof. Dr. Antonio Novaes. E na área social atua como Iyalorixá do Ilê Axe Alagbede Orun.e-mail: denise.botelho@ufrpe.br. ORCID:  https://orcid.org/0000-0003-4629-2224.

Elisa Duarte Nascimento, Universidade Federal Rural de Pernambuco/ Fundação Joaquim Nabuco

Mestranda no Programa de Pós Graduação em Educação, Culturas e Identidades pela Universidade Federal Rural de Pernambuco,em convênio com a Fundação Joaquim Nabuco. Bacharela em Ciências Sociais pela Universidade Federal  Rural  de  Pernambuco.  Vinculada  ao Grupo  de  Estudos  e  Pesquisas  em  Educação,  Raça,  Gênero  e Sexualidades  Audre  Lorde(GEPERGES  Audre  Lorde).  Codificadora  voluntária  no  projeto  Manchetômetro -Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem interesse nas áreas de Sociologia e Educação, com ênfase nas relações étnico-raciais, interseccionalidade e feminismo interseccional. e-mail: elisadn98@gmail.com. ORCID:  https://orcid.org/0000-0002-9190-9118 

Carina Jéssica de Souza, Universidade Federal da Paraíba

Mestranda em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Bacharel em  Ciências  Sociais  pela Universidade  Federal  Rural  de  Pernambuco  (UFRPE).  Pesquisadora  do  Grupo  de  Estudos  e  Pesquisas  em Educação, Raça, Gênero e Sexualidades  Audre Lorde (GEPERGES Audre Lorde) e  é pesquisadora estudante do DISPÔ - Grupo de Pesquisa sobre Classes, Desigualdades e Disposições Sociais (UFPB/CNPq). Com experiência em estudos migratórios, relações étnico-raciais. E-mail: carina.souza6@academico.ufpb.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9256-1515