A Revista da ABPN é um periódico de acesso livre e gratuito, publicado com periodicidade trimensal pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as), em versão eletrônica, disponível em: http://abpnrevista.org.br/revista. Seu principal objetivo é dar visibilidade às discussões sobre relações raciais a partir da produção de pesquisadores(as) e intelectuais negros(as), bem como de outros(as) comprometidos(as) com a promoção da equidade racial e a produção de conhecimento sobre África e diásporas africanas, em escalas nacional e internacional. Tem como público-alvo pesquisadores(as) e comunidade acadêmica em geral,  membros de organizações e instituições que trabalham com a questão racial, pessoas interessadas no debate sobre as relações raciais.

Revista da ABPN | Dez 2020 - Fev 2021| Dossiê Temático "Ecos das narrativas: ego-história e biografias intelectuais – um repertório de (das) historiadoras negras no Brasil (1990-2020)"

v. 13 n. 35 (2021)

Prezadas/os Leitoras/es,

 

É com satisfação que essa editoria apresenta o dossiê temático “Ecos das narrativas: Ego-História e biografias intelectuais – Um repertório de (das) historiadoras Negras no Brasil (1990-2020)” da Revista da ABPN – Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as. Todavia, permanecemos nessa crise civilizatória (pandemia de Covid-19, crise econômica e, sobretudo, crise política) que afeta de maneira muito particular nossas instituições de ensino, professores/professoras, discentes e a nós: a população negra. Desta forma, manifestamos aqui nossa solidariedade com todos/as nossos/os irmãos e irmãs e desejamos força para o momento.

Este dossiê, foi organizado por Stephane Ramos (Doutoranda em História da UnB) e Flávio Gomes (professor da UFRJ e pesquisador do CNPq). Esse dossiê, tem como objetivo, ser um instrumento teórico metodológico de problematização e da busca de saberes e práticas para fins do direito à cidade dos grupos historicamente excluídos e segregados de todo o capital socioeconômico, político e cultural das urbes brasileiras.

Ainda precisamos conhecer mais sobre história intelectual e a partir dela uma história da historiografia da escravidão e da pós-emancipação no tempo presente. Identificar inflexões, transformações, influenciadores, paradigmas intelectuais, contextos acadêmicos, instituições, diálogos teóricos, implicações metodológicas, escolhas, silêncios, mercado editorial e orientações políticas. Reflexões historiográficas diversas ganham sentidos quando articuladas as histórias intelectuais, conectando personagens, experiências e contextos de produção.

Ainda completam este número, oito artigos em fluxo contínuo, produções sobre temáticas variadas, que contribuem para a temática e a promoção da equidade racial, e fortalecem o diálogo e as discussões sobre as relações étnico-raciais.

Agradecemos aos/às colaboradores/as – pareceristas, autores/as, tradutores/as, editores/as, ao Conselho Editorial, ao Conselho Consultivo, à Diretoria e demais membros da equipe e parcerias – que possibilitaram a publicação desse número e que tornaram factível sua continuidade. Convidamos os/as leitores/as a navegarem por essas narrativas aqui compartilhadas.

 

Modupé!

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