Nota Oficial: Transição na Editoria-chefe da Revista ABPN
2025-07-23
Em uma transição altiva e eterna homenagem ao Prof. Dr. Paulo Vinícius Baptista da Silva, apresentamos a nova editora-chefe da Revista ABPN: a Dra. Renata de Melo Rosa.
A Revista da ABPN é um periódico de acesso livre e gratuito, publicado com periodicidade trimensal pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as), em versão eletrônica, disponível em: http://abpnrevista.org.br/revista. Seu principal objetivo é dar visibilidade às discussões sobre relações raciais a partir da produção de pesquisadores(as) e intelectuais negros(as), bem como de outros(as) comprometidos(as) com a promoção da equidade racial e a produção de conhecimento sobre África e diásporas africanas, em escalas nacional e internacional. Tem como público-alvo pesquisadores(as) e comunidade acadêmica em geral, membros de organizações e instituições que trabalham com a questão racial, pessoas interessadas no debate sobre as relações raciais.
2025-07-23
Em uma transição altiva e eterna homenagem ao Prof. Dr. Paulo Vinícius Baptista da Silva, apresentamos a nova editora-chefe da Revista ABPN: a Dra. Renata de Melo Rosa.
2020-09-29
Prezad@s autor@s, leitor@s, pareceristas e comunidade em geral,
Informamos que a partir de Agosto de 2020, tod@s aos autores que submeterem manuscritos para a Revista da ABPN deverão informar/preencher o ORCID.
Esse preenchimento é OBRIGATÓRIO, pois almejamos melhores métricas e novos indexadores para nossa Revista.
Caso ainda não possui o ORCID clique aqui
Contamos com a compreensão de tod@s!
Equipe Editorial da Revista da ABPN.
2020-08-09
Prezados/as Associados/as, Leitores/as, Autores/as, Pareceristas e toda comunidade,
É com grande alegria, que informamos a Revista da ABPN foi a indexada ao DIRECTORY OF OPEN ACESS JOURNALS - DOAJ

Revista da ABPN - Indexada ao DOAJ <https://doaj.org/toc/2177-2770?rss>
v. 18 n. 46 (2026): Dossiê temático - INTERSECCIONALIDADE(S), OPRESSÃO EPISTÊMICA E RESISTÊNCIA: ENFOCANDO AS LENTES PARA A IGUALDADE E A JUSTIÇA SOCIAL A PARTIR DE PATRICIA HILL COLLINS
Abrimos este Dossiê temático como quem ergue uma voz ancestral para desafiar silenciamentos e reescrever a história. O poema de Maya Angelou, Still I Rise, que inicia este volume, não apenas inspira, mas encarna os princípios que sustentam este conjunto de reflexões: a denúncia das violências estruturais de raça, gênero e classe; a valorização da experiência vivida como conhecimento legítimo; e a afirmação da resistência como prática cotidiana e coletiva. Nos versos de Angelou, a interseccionalidade aparece como insubmissão. Quando pergunta “Does my sassiness upset you?” ou afirma “I am the dream and the hope of the slave”, a poeta mobiliza linguagem, corpo, memória e denúncia para construir uma ética de recusa à dor naturalizada, ao apagamento histórico, à marginalização epistêmica. Sua poética incorpora também o desejo, o riso e a esperança como dimensões da vida que não estão dissociadas da luta política. A presença negra e feminina, nesse texto, é um levante contra os discursos hegemônicos e uma convocação à reexistência. Não por acaso, Patricia Hill Collins, cuja obra ancora teoricamente este dossiê, dedica atenção especial a Maya Angelou em seu livro Pensamento Feminista Negro. Collins reconhece a importância da autobiografia I Know Why the Caged Bird Sings como exemplo paradigmático de uma epistemologia baseada na experiência vivida. Angelou relata, com profundidade e coragem, sua trajetória marcada pelo estupro na infância, pela vivência do colorismo e pela interiorização de padrões estéticos racistas. Ao mesmo tempo, exalta o papel das mulheres negras mais velhas, mães, avós e mentoras, como guardiãs e transmissoras de saberes essenciais à sobrevivência e à dignidade. A escrita de Angelou, como destaca Collins, não apenas testemunha a violência racial e sexual, mas também a transforma em potência coletiva de resistência. Sua voz representa um modo radical de dizer o indizível, inscrevendo-se em uma tradição intelectual negra que reivindica dignidade, justiça e liberdade. Agradecemos imensamente a todas as autores e autores que contribuíram para esta importante reflexão acerca da necessidade de refundação do conhecimento a partir da perspectiva interseccional. Boa leitura a tod@s!
Este Dossiê foi organizado pelo Professor Kleber Aparecido da Silva (Unb e CNPq) e pela Professora Bruna Carolini Barbosa, da Universidade Estadual do Norte do Paraná.
Publicado: 2026-07-08
Capes – Portal de Periódicos/Qualis (Brasil)
REDIB – Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico (Espanha)
Diadorim – Diretório de Políticas de Acesso Aberto das Revistas Científicas Brasileiras (Brasil)
INTERNATIONAL INSTITUTE OF ORGANIZED RESEARCH (I2OR)
MIAR - Information Matrix for the Analysis of Journals
Elektronische Zeitschriftenbibliothek
European Reference Index for the Humanities and Social Sciences (ERIH Plus)