DE ÁFRICA, NZINGA; DA DIÁSPORA, DANDARA: COSMOPERCEPÇÃO DESCOLONIZANDO O CORPO NEGRO

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José Artur do Nascimento Silva Tarcísio Moreira Mendes Julvan Moreira de Oliveira

Resumo

A socióloga nigeriana Oyèrónke Oyěwùmí (1997) propõe uma distinção entre o modo Ocidental de produzir um mundo e modo africano. O Ocidental, que aqui tomaremos como Branco (SODRÉ, 1988), produz um mundo por meio de uma cosmovisão, privilegiando um único sentido, a visão. Povos não-Brancos, como iorubás tradicionais da Nigéria investigados por Oyěwùmí, produzem um mundo relacionando todos sentidos, sem hierarquizá-los, o que ela chama de “cosmopercepção”. Desse modo, a partir da cosmopercepção, investigaremos povos Bantu de Angola e povos do Quilombo dos Palmares do Brasil. Pretende-se investigar o lugar que corpos como de Nzinga Mbande e Dandara dos Palmares ocupam em sociedades não-Brancas. Outros sentidos que potencializam políticas de descolonização de corpos negros que foram e que estão por vir.

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Como Citar
SILVA, José Artur do Nascimento; MENDES, Tarcísio Moreira; DE OLIVEIRA, Julvan Moreira. DE ÁFRICA, NZINGA; DA DIÁSPORA, DANDARA: COSMOPERCEPÇÃO DESCOLONIZANDO O CORPO NEGRO. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 33, p. 402-430, ago. 2020. ISSN 2177-2770. Disponível em: <https://abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/956>. Acesso em: 27 set. 2020.
Seção
Artigos