JUVENTUDES NEGRAS HIPERCONECTADAS: RESISTÊNCIA EPISTÊMICA E PEDAGOGIAS INSURGENTES NO ESPAÇO DIGITAL

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Tiago Negrão Andrade
Maria Cristina Gobbi

Resumo

Este artigo analisa como juventudes negras hiperconectadas reconfiguram as dinâmicas comunicacionais em plataformas digitais, tensionando regimes de exclusão algorítmica e produzindo estratégias de resistência epistêmica. A partir de uma abordagem qualitativa e crítica, fundamentada em teorias decoloniais e estudos afrodiaspóricos, examinamos práticas culturais, estéticas e pedagógicas que emergem como contrapontos à colonialidade digital. Os resultados revelam tanto a persistência de mecanismos de invisibilização racializada quanto a potência de iniciativas como ciberquilombos e mídias negras independentes na construção de ecologias alternativas de saber e visibilidade. Conclui-se que essas práticas não apenas denunciam assimetrias, mas propõem novos paradigmas tecnossociais ancorados em justiça cognitiva e ancestralidade.

Detalhes do artigo

Como Citar
Andrade, T. N., & Gobbi, M. C. (2026). JUVENTUDES NEGRAS HIPERCONECTADAS:: RESISTÊNCIA EPISTÊMICA E PEDAGOGIAS INSURGENTES NO ESPAÇO DIGITAL. Revista Da Associação Brasileira De Pesquisadores As Negros As (ABPN), 17(45), 169–191. https://doi.org/10.31418/revistaabpn.v17i45.2136
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Tiago Negrão Andrade, FAAC / Unesp

 Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia da FAAC – Universidade Estadual Paulista (Unesp). Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas, pela Universidade de Sorocaba (Uniso).

Maria Cristina Gobbi, FAAC / Unesp

Pesquisadora Livre-Docente em História da Comunicação e da Cultura Midiática pela UNESP pela Unesp. Chefa no Departamento de Jornalismo e professora dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação da mesma instituição. Bolsista de Produtividade do CNPq e Bolsista Fapesp (Processo 22/08397-6). Diretora Administrativa da ALAIC. Integra o INCT Caleidoscópio.