ENCRUZANÁLISE: NOTAS SOBRE UMA CLÍNICA EXUÍSTICA
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Resumo
Resumo: Este ensaio parte de uma matriz crítica à psicologia hegemônica que tem operado seus saberes-fazeres a partir de perspectivas teórico-metodológicas oriundas de uma matriz eurocêntrica e reproduzido processos de colonização das subjetividades, ainda que se creia progressista e ancorada nos direitos humanos. Para substanciar esta crítica, pedimos agô a Exu como intercessor que dinamiza forças e encarna nos corpos em saberes e fazeres de contracolonização das subjetividades que, historicamente, são analisadas a partir de um prisma de pensamento monológico, eurocêntrico e eu-cêntrico. Como tarefa de ampliar caminhos, as encruzilhadas de Exu são tomadas como mote epistêmico, ético, metodológico para construir uma clínica atenta às dimensões de intercessão, dos cruzos, da co-produção e diferença. O que permite tanto uma análise mais ampla e ancorada nas multiplicidades dos encontros dos caminhos, quanto uma clínica que co-cria pluralizações de caminhos, de saídas, de invenção de possíveis. Nomeada como Encruzanálise, esta proposta de clínica exuística se constitui como aposta de matar a clínica colonizada-colonizadora ontem, com uma pedra que só lançamos hoje.
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