INTERCULTURALIDADE E RACISMO NO CENTRO-PERIFERIA DO CIRCUITO: CONTRIBUIÇÃO CRÍTICA NA PERSPECTIVA DA NEGRITUDE
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Resumo
Este artigo reflete sobre as questões do racismo articulando temas como os conceitos de interculturalidade e multiculturalidade em uma dupla perspectiva, por um lado visões hegemônicas e oficiais e, por outro, as construções sócio-políticos sobre os quais podem derivar a análise dos movimentos indígenas e afro-diaspóricos. Postula-se que essas formas de pensar e compreender a diversidade funcionam no relacionamento Centro-Periferia, daí desencontros conceituais. Enquanto no norte global a interculturalidade não se distingue das medidas de inclusão no quadro do multiculturalismo estatal, no sul global, especialmente na América Latina, a interculturalidade funciona em uma lógica política anti-hegemônica como uma iniciativa de movimentos étnico-raciais. A interculturalidade é considerada um projeto ainda a ser construído em uma dinâmica intersubjetiva dos povos e nações culturais das Américas e de outros lugares do mundo. Contudo, desde as reações históricas da negritude ao projeto da modernidade capitalista, as idéias e os movimentos intelectuais antirracistas são traçados muito antes do surgimento do discurso intercultural indígena. Na medida em que as manifestações epistêmicas da Negritude são assumidas pela academia como essencialismo político no sentido pejorativo do termo, também emergem idéias renovadas que constituem o pensamento afro no longo jogo de desenvolvimento histórico que abre novos campos de confrontação. Em todo caso, este artigo levanta a construção política afro-diaspórica desde a categoria fora da casa do mestre que, como mentalidade crítica permanente, é capaz de enfrentar debates políticos e epistemológicos com as esferas dominantes da sociedade.
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