VIDAS NEGRAS IMPORTAM NA UNIVERSIDADE? O ADOECIMENTO PSÍQUICO DE ESTUDANTES NEGRAS E NEGROS

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Ana Luísa Coelho Moreira

Resumo

O acesso da população negra à educação superior ocorreu de uma forma mais tardia em virtude das sequelas coloniais e escravagista do Brasil. Um dos grandes gargalos, para além da dificuldade de entrada dessa população à educação, é a permanência de estudantes negras e negros no meio acadêmico, sobretudo pelo efeito nefasto do racismo que impacta diretamente na subjetividade e causa sofrimento. O presente trabalho tem o objetivo de refletir criticamente sobre o adoecimento psíquico de jovens que ingressam a universidade, considerando os avanços e retrocessos da educação superior do país. Além disso, busca-se investigar como as incidências do racismo, do colonialismo e do capitalismo atravessam a saúde mental da população negra no seu processo formativo acadêmico. A partir da provocação lançada se “vidas negras importam” na universidade, pretende-se, ainda, apontar caminhos possíveis a serem percorridos, com base na concepção descolonizadora do pensamento e uma escuta racializada.

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Como Citar
MOREIRA, Ana Luísa Coelho. VIDAS NEGRAS IMPORTAM NA UNIVERSIDADE? O ADOECIMENTO PSÍQUICO DE ESTUDANTES NEGRAS E NEGROS. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 13, n. 37, p. 123-150, ago. 2021. ISSN 2177-2770. Disponível em: <https://abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/1266>. Acesso em: 23 out. 2021.
Seção
Dossiê Temático