A PSICOLOGIA E O RACISMO ESTRUTURAL NA ATUALIDADE LATINO-AMERICANA

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Alessandro de Oliveira Campos

Resumo

A finalidade desse texto é de um caminhar inspirado por uma Améfrica Ladina como proposto por Lélia Gonzalez. A latinidade nos importa aqui desde que acompanhada de sua negritude enquanto política.  Adentar o campo de estudos afro-latino-americanos certamente implica  atravessamentos da escravidão, a forma de interpretação das relações raciais, as desigualdades raciais e a forma de organização política por todo esse contingente geográfico e existencial. Buscar localizar o Brasil nesse pertencimento, não tanto pela historicidade e sim por sua subjetividade e relação com as heranças de um racismo estrutural profundo e atuante.  Para isso buscar problematizar o corpo e condutas cravadas por paradoxos, ambivalências e conflitos. A questão da mestiçagem ganha destaque por ser historicamente um problema para nações que acreditaram (não mais?)  em seu elogio como identidade nacional, assim como  apostas para apagamentos das memórias e abusos do esquecimento em relação ao povo negro. Entretanto essa mesma mestiçagem quando crítica em  seu pertencimento e audaciosa em seu  questionamento oferece potências importantes nos processos de descolonização que ainda precisamos viver. A psicologia assim ganha destaque em uma possível contribuição do quefazer para uma atuação pelas frestas e encruzilhadas.

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Como Citar
DE OLIVEIRA CAMPOS, Alessandro. A PSICOLOGIA E O RACISMO ESTRUTURAL NA ATUALIDADE LATINO-AMERICANA. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. Ed. Especi, p. 27-51, out. 2020. ISSN 2177-2770. Disponível em: <https://abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/1111>. Acesso em: 29 nov. 2020.
Seção
Caderno Temático