GÊNERO, RAÇA E INTERSECCIONALIDADES NO PROCESSO DE FEMINIZAÇÃO DA MIGRAÇÃO: ENTRE SILENCIAMENTOS E PROTAGONISMO DE MULHERES NEGRAS EM FLORIANÓPOLIS

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Karine de Souza Silva Pâmela Samara Vicente Morais

Resumo

O propósito deste artigo é, ao revelar a feminização da migração negra em Santa Catarina, afirmar como gênero e raça impactam as experiências dos corpos femininos racializados como não-brancos no Brasil. Este trabalho utiliza como referência empírica os dados obtidos nos atendimentos realizados pelo Centro de Referência no Atendimento ao Imigrante (CRAI) em parceria com o Eirenè: "Centro de Pesquisas e Práticas Pós-coloniais e Decoloniais aplicadas às Relações Internacionais e ao Direito Internacional" da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no período de maio de 2018 a maio de 2019. Com o apoio das epistemologias feministas decoloniais e interseccionais negras, o artigo revela o perfil de africanas e afro-caribenhas que procuraram assistência no interstício citado, e destaca a invisibilização das interseccionalidades de raça e gênero nos estudos sobre mobilidade humana. Esse apagamento ratifica a noção hegemônica de universalização da categoria mulher migrante, e perpetua as hierarquias da colonialidade.


 

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Como Citar
SILVA, Karine de Souza; MORAIS, Pâmela Samara Vicente. GÊNERO, RAÇA E INTERSECCIONALIDADES NO PROCESSO DE FEMINIZAÇÃO DA MIGRAÇÃO: ENTRE SILENCIAMENTOS E PROTAGONISMO DE MULHERES NEGRAS EM FLORIANÓPOLIS. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 13, n. 36, p. 312-339, maio 2021. ISSN 2177-2770. Disponível em: <https://abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/1231>. Acesso em: 23 out. 2021.
Seção
Dossiê Temático