NÃO SOU EU DO CAMPO PSI? VOZES DE JULIANO MOREIRA E OUTRAS FIGURAS NEGRAS

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Clélia R. S. Prestes

Resumo

Este artigo é um escopo das relações raciais no campo psi, ecoando histórias e produções de algumas de suas referências que, a partir do final do século XIX, e apesar de invisibilizações, reivindicam e produzem mudanças efetivas. Dou destaque ao trabalho de Juliano Moreira, por ser o primeiro desse período, com excepcionais contribuições. Sigo realçando outras figuras, analisando os diálogos, temáticas e locais de produção de seus trabalhos. Recontar histórias pode ressignificar a participação dessas figuras na construção do campo psi, e orientá-lo no sentido de compreender as dinâmicas psicológicas das relações raciais, o lugar de cada pessoa nesse cenário, comprometer-se com o fim do genocídio (dos corpos, expectativas, memórias, histórias, prazeres, realizações, sentidos de vida), rever teorias e práticas, estar abertx para vozes diversas, e, assim, assumir efetivamente ações descolonizadoras, aquilombadas, libertárias.

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Como Citar
PRESTES, Clélia R. S.. NÃO SOU EU DO CAMPO PSI? VOZES DE JULIANO MOREIRA E OUTRAS FIGURAS NEGRAS. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. Ed. Especi, p. 52-77, out. 2020. ISSN 2177-2770. Disponível em: <https://abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/1112>. Acesso em: 29 nov. 2020.
Seção
Caderno Temático