ANCESTRALIZANDO O FUTURO: EXPERIÊNCIAS QUILOMBOLAS NA PÓS-GRADUAÇÃO/DOUTORADO EM HISTÓRIA/UFC

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ANA MARIA EUGENIO DA SILVA
João do Cumbe

Resumo

Com a promulgação da Constituição Federal em 1988, a população quilombola no Brasil passou a configurar como sujeitos de direitos. Esta população, está presente em 24 estados, distribuídas em 1,7 mil municípios brasileiros, totalizando 1.330.186 quilombolas, o que representa 0,66% de todos os residentes do país (CENSO, 2022). Pela primeira vez os povos de quilombos, foram contabilizados, como grupo étnico, através do Censo Demográfico-CD, 2022. No Ceará, os quilombolas são mais de 23.955 pessoas, distribuídas em 68 municípios cearenses. O Censo aponta ainda que, a população quilombola e indígena é mais jovem comparada com os demais brasileiros. Ancestralizar o futuro dos quilombolas, por meio da educação, criando oportunidade de acesso nas diferentes modalidades do ensino, especialmente, no ensino superior e pós-graduação/doutorado, é uma tarefa urgente e requer um esforço, do poder público, gestoras/es de instituições Federais e Estaduais e de toda a sociedade. Como caminho para diminuir as desigualdades de acesso por meio de políticas reparatórias inclusivas, de ensino superior. Nosso objetivo e proposta de texto é trazer por meio de nossas vivências, de dois Editais Específicos para quilombolas, que garantiram nosso ingresso no Doutorado no Curso de Pós-Graduação em História Social na Universidade Federal do Ceara-UFC. Para tanto, dialogaremos com os intelectuais Abdias Nascimento, Beatriz Nascimento, Alex Ratts e Nego Bispo. Vale ressaltar que desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, que é assegurada a população quilombola direitos constitucionais como o Art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), em seguida em 2003 com o Decreto 4.887/2003 e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Destacamos, a importância do olhar multifacetado das/os que elaboram a política de acesso para quilombolas, no curso de Pós-Graduação na UFC, observando e respeitando a especificidade.


Palavra-Chave: Quilombolas; Especificidade; Acesso; Pós-Graduação/Doutorado.

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Como Citar
MARIA EUGENIO DA SILVA, A., & Joventino do Nascimento, J. L. (2025). ANCESTRALIZANDO O FUTURO:: EXPERIÊNCIAS QUILOMBOLAS NA PÓS-GRADUAÇÃO/DOUTORADO EM HISTÓRIA/UFC. Revista Da Associação Brasileira De Pesquisadores/as Negros/As (ABPN), 16(44). Recuperado de https://abpnrevista.org.br/site/article/view/1909
Seção
Artigos
Biografia do Autor

João do Cumbe, Universidade Federal do Ceará

Quilombola cotista, doutorando em História Social pela Universidade Federal do Ceará/UFC, Bolsista da CAPES, Mestre em Educação Brasileira – FACED/UFC e Graduação em História pela Universidade Estadual do Vale do Acaraú.