A TRADIÇÃO VIVA DO PATRÔNIMO “CABELO BOM”

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Maristane Sousa Rosa Sauimbo

Resumo

Nosso artigo aborda a inssurreição nativista brasileira chamada “Massacre de Alto Alegre” em 1901, conflito entre “indígenas” guajajara e missionários capuchinhos, na cidade de Barra do Corda, Maranhão, Brasil.  O título aciona categorias de etnicidade classificatória, distintiva, entre negros e índios, pelo “cabelo bom” do índio, e “cabelo ruim” do negro. A tradição oral historiciza a figura de Manoel Pereira, “Oiô”, e Maria Nascimento, “Aiá”. Socialmente Manoel ficou conhecido pelo patrônimo de “Manoel Cabelo Bom”, cabelo liso, o cabelo funcionando como “distintivo étnico” na trama cultural.  Os “Cabelo Bom” como guardiões afro-indígena foram honorabilizados no seio familiar por seus descendentes “cafuzos”, filhos, netos e bisnetos.

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Como Citar
SAUIMBO, Maristane Sousa Rosa. A TRADIÇÃO VIVA DO PATRÔNIMO “CABELO BOM”. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 9, p. 95-110, dez. 2017. ISSN 2177-2770. Disponível em: <https://abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/492>. Acesso em: 19 set. 2020.
Seção
Caderno Temático