CURRÍCULO NEGRO, ASÈ E SANKOFA: PERSPECTIVAS, COTIDIANOS E VALORES AFRO-CIVILIZATÓRIOS

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Ana Cristina da Costa Gomes Luciana Ribeiro Oliveira

Resumo

Este artigo tem por objetivo propor reflexões acerca da necessidade de pensarmos um currículo negro, considerando nossas trajetórias de mulheres negras, pesquisadoras  e ativistas da educação étnico-racial em que compreendemos que o racismo, em toda a sua gênese colonial, subalterniza e invisibiliza corpos negros no espaço escolar e   reproduz  desigualdades raciais que permeiam a sociedade. Pensamos neste sentido juntamente com autores que são nossos alicerces nesta discussão, tais como Frantz Fanon, Tomas Tadeu Silva e Azoilda Loretto da Trindade, que  este  currículo nasce em percurso da história da educação do negro efetivando-se na lei 10.639/03, sob uma perspectiva afro civilizatória e na desconstrução de práticas de colonialidade existentes  no ambiente escolar. Tecemos este artigo a partir da simbologia do alfabeto adinkra, o Sankofa, a importância de olhar para trás e, deste modo, entender o presente e projetar o futuro, mas também buscamos no desenho do asè (energia vital), valor civilizatório que indica força de realização, para entender que esta força será  o currículo negro, que se consolida na  perspectiva da realização de uma educação democrática, crítica e plural.

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Como Citar
DA COSTA GOMES, Ana Cristina; RIBEIRO OLIVEIRA, Luciana. CURRÍCULO NEGRO, ASÈ E SANKOFA: PERSPECTIVAS, COTIDIANOS E VALORES AFRO-CIVILIZATÓRIOS. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 32, p. 161-187, maio 2020. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/889>. Acesso em: 05 jul. 2020.
Seção
Dossiê Temático