VIDA E TRABALHO DE SERES HUMANOS ESCRAVIZADOS NAS OBRAS MÃE E O DEMÔNIO FAMILIAR DE JOSÉ DE ALENCAR

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Angela Maria Rubel Fanini Maria Domingos Pereira Ventura

Resumo

O presente estudo analisa como são representados os personagens escravos na comédia
O Demônio Familiar (1857) e no drama Mãe (1860) de José de Alencar, enfocando sobremodo
como vivem e em que trabalham. A análise se dará a partir do viés sociológico e da Análise
Dialógica do Discurso – ADD de Bakhtin e o Círculo, buscando entender como a representação
artística responde ao contexto histórico na construção dos personagens. A investigação
demonstrou que os personagens representam seres humanos escravizados e que, mesmo dentro
dos limites da escravidão, demonstram autonomia e capacidade de planejar, negociar e alterar
seus destinos. A leitura das peças oitocentistas ainda é relevante, pois embora o escravismo
econômico tenha se tornado ilegal, a cultura escravocrata ainda perdura. Desse modo, o acesso a
essa literatura pode traçar uma história de longa duração que precisa ser alterada.

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Como Citar
FANINI, Angela Maria Rubel; VENTURA, Maria Domingos Pereira. VIDA E TRABALHO DE SERES HUMANOS ESCRAVIZADOS NAS OBRAS MÃE E O DEMÔNIO FAMILIAR DE JOSÉ DE ALENCAR. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 11, n. 27, p. 206-229, fev. 2019. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/498>. Acesso em: 15 nov. 2019.
Seção
Artigos